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Estudo da UFF investiga prática da automutilação por adolescentes: o que pais e educadores precisam saber
Pesquisa coordenada pelo professor Antônio Augusto Pinto Junior, doutor em psicologia clínica e professor da Universidade Federal Fluminense - UFF · 25 de Maio de 2023 · Por Francisco Eduardo Ferreira
Ao notar sinais de automutilação em filhos ou alunos, é importante não minimizar nem tratar como algo sem relevância ou apenas para chamar atenção. Atos dessa natureza podem estar ligados a questões psicológicas sérias que, se não acolhidas adequadamente, podem se tornar ainda mais complexas.
Daí a importância de recorrer à ajuda profissional para intervenções mais eficazes e que possam frear impactos negativos dessa prática. Sou Naara Sakaue, psicóloga desde 2013 com abordagem psicanalítica, e atendo adolescentes presencialmente em São Caetano do Sul - SP, Alameda Caulim, 115 sala 801 - Espaço Cerâmica, próximo ao Shopping São Caetano e online para todo o Brasil.
Se você ou alguém que você conhece está em sofrimento intenso, busque ajuda imediata: CVV - Centro de Valorização da Vida - 188 - 24h - www.cvv.org.br - Em caso de emergência, procure o serviço de saúde mais próximo ou SAMU 192. Você não precisa enfrentar isso sozinho(a).
Sobre o estudo da UFF
Estudo sobre Estruturação do Ego e da Personalidade de Adolescentes que se Automutilam

Origem: demanda de educadores de escolas municipais de Volta Redonda - RJ com relatos de autolesão

Amostra: 80 jovens de 10 a 16 anos indicados, 61 completaram todos os procedimentos

Método: testes psicológicos e entrevistas clínicas para traçar perfil emocional e afetivo

Objetivo: compreender aspectos emocionais relacionados à prática e propor ações de escuta e acolhimento
Resultados
O que a pesquisa aponta e por que demanda ações de acolhimento
O resultado demanda ações, projetos de intervenção, de escuta e de acolhimento a esses jovens que manifestam esse tipo de sofrimento, segundo o coordenador do estudo.
Foram identificados como fatores frequentes o uso de objetos cortantes e o foco em regiões como braços. Por segurança, não detalhamos objetos ou formas.
Estudo alerta que, sem cuidado em saúde mental, a autolesão pode aumentar vulnerabilidade para comportamentos de risco, por isso a importância do acompanhamento profissional precoce.
Sinais de alerta para pais e educadores
O que observar sem expor ou punir

Uso constante de roupas que cobrem o corpo mesmo no calor para esconder marcas

Isolamento frequente, mudança brusca de humor, queda no rendimento escolar

Presença de objetos cortantes quando o adolescente está muito isolado - converse com calma e busque ajuda profissional
Definição oficial
O que diz a cartilha do Ministério da Saúde - 2020
A automutilação, também chamada de autoagressão ou autolesão, refere-se ao dano a uma parte do corpo do próprio indivíduo, realizado de forma consciente e sem intenção de morrer, com métodos que não são socialmente aceitos. Tatuagens e piercings com finalidade estética ou cultural não são considerados automutilação.
O objetivo mais comum relatado é tentar aliviar uma dor emocional intensa, buscando reduzir angústia, mesmo que por curto período. Por isso, o acolhimento e a psicoterapia são fundamentais para encontrar formas mais seguras de lidar com a dor.
Motivação e contexto
Conflitos familiares e necessidade de cuidado em saúde mental
Em 83% dos casos analisados na pesquisa da UFF, a motivação por trás do comportamento parece estar relacionada a conflitos familiares não resolvidos, incluindo violência conjugal e situações de vitimização, como violência física, psicológica e negligência dos responsáveis.
Segundo o estudo, essa negligência está diretamente relacionada ao percentual de jovens que não foi encaminhado a nenhum serviço de cuidado em saúde mental, que passa de 50%. O estudo também identificou traços de personalidade do tipo depressivo, reforçando a necessidade de acompanhamento profissional.
Na maioria dos casos, quem identificou a prática foi um professor e não os pais. A pesquisa sugere capacitação de profissionais da educação para identificação precoce de sofrimento psíquico na infância e adolescência e desenvolvimento de projetos de prevenção com as escolas.
Como ajudar
Abrir espaço de escuta e acolhimento
Os projetos propostos a partir do estudo visam abrir espaço de escuta para que os adolescentes sejam acolhidos e, a partir desse acolhimento, possam compreender e ressignificar experiências traumáticas junto ao terapeuta.

Não julgue, não puna e não minimize - escute com calma

Busque ajuda psicológica e envolva a rede de apoio e a escola

Se houver risco imediato, procure serviço de emergência
Psicóloga para adolescentes em São Caetano do Sul - SP
Atendimento presencial no ABC e online para todo o Brasil
Ofereço psicoterapia psicanalítica para adolescentes com vínculo de confiança, sigilo e espaço seguro para falar sobre o que sente, além de sessões devolutivas periódicas com pais ou responsáveis.
Presencial: Alameda Caulim, 115 sala 801 - Espaço Cerâmica - São Caetano do Sul - SP, 09531-195 - próximo ao Shopping São Caetano. Online: por videochamada via WhatsApp.
Fonte: Estudo da UFF - Estruturação do Ego e da Personalidade de Adolescentes que se Automutilam - Coordenação Prof. Antônio Augusto Pinto Junior - Reportagem original Agência Brasil - 25/05/2023 - Por Francisco Eduardo Ferreira · Cartilha Ministério da Saúde 2020 em parceria com OPAS, OMS e ABP. Conteúdo informativo, não substitui avaliação psicológica.
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